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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A desilusão da tradução












Pus-me no lugar de Lígia Rodrigues e Maria João Camilo, responsáveis pela tradução, na tentativa de transpor para português o título, ao mesmo tempo que se lhe dá a atractividade imediata de que necessitam as editoras para prosperar. Entre mentira, ilusão, delusão e logro, não me ocorreu desilusão. A julgar o livro pela capa, aconselho a versão original.

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domingo, 29 de julho de 2007

Literatura II

De volta de um sono prolongado, aceito (tardiamente) o desafio lançado pelo Rouxinol neste post.
Consiste o desafio em designar os cinco ultimos livros que leram ou estão a ler.

O Homem e a Morte - por Edgar Morin, sociólogo e pensador francês. "É nas suas atitudes e crenças perante a morte que o homem exprime o que a vida tem de mais fundamental." É por esta razão que é indispensável integrar a reflexão sobre a morte e o papel que esta representa no quotidiano e no panorama cultural do ser humano.








The Miracle of Theism - Arguments for and against the Existence of God pelo falecido filósofo australiano J.L. Mackie. Neste livro, o filósofo J.L.Mackie aborda um dos problemas centrais na filosofia ocidental: O problema da Existência de Deus. Apesar de ser ateu manifesto, Mackie aborda o problema com uma clareza extraordinária e é notável a ausência de enviesamentos cognitivos, que se traduzem numa abordagem imparcial dos argumentos apresentados por ambos os lados da barricada filosófica.










A Mitologia - Contos intemporais de Deuses e Heróis por Edith Hamilton. Um excelente compêndio de mitos greco-romanos, recorrendo ás mais diversas fontes de autoridade do mundo antigo (Homero, Ovídio, Eurípedes, entre outros autores gregos e romanos), apresentando cada mito central de uma forma relativamente resumida, oferecendo-nos apenas a polpa de cada história.












Apologia de Sócrates por Platão, filósofo grego e discípulo de Sócrates. Esta pequena obra dispensa apresentações. Trata da defesa do filósofo grego Sócrates frente ás acusações de não acreditar nos deuses, corromper a juventude, de introduzir o culto de novos deuses(!) e ainda de investigar todas as coisas além do céu e sob a terra. Vale sempre a pena revisitar esta obra, que, infelizmente, já não faz parte do currículo de Introdução à Filosofia.




Neurophysiology por R.H.S. Carpenter. Obra de índole técnica, é referência nas salas de aula das universidades que leccionam cursos relacionados com a neurociência. A sua leitura requer conhecimentos prévios sobre neuroanatomia e fisiologia geral.

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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Literatura

O Flávio decidiu incluir-me numa corrente literária onde as vítimas revelam os últimos cinco livros que leram ou estão a ler. Alinho.


O mundo é pequeno de David Lodge. É um romance que serve de sátira a um punhado de professores universitários de língua e literatura inglesa, cuja busca desenfreada pela perfeição académica mais não é do que uma fuga a um ambiente familiar monótono. Eis a descrição dos críticos literários: "Hoje em dia um crítico não faz mais nada a não ser tentar deturpar o sentido da expressão mais óbvia , dando-lhe milhares de significados...De facto, o seu objectivo não é fazer justiça ao autor, a quem trata de forma muito pouco cerimoniosa, mas sim prestar homenagem a si próprio e demonstrar os seus conhecimentos em todos os tópicos e recursos da crítica".












O economista disfarçado de Tim Harford e o Freakonomics de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, que são apresentados em simultâneo por representarem a mesma tendência: a economia popular, que utilizando as ferramentas da economia abordam tudo e mais alguma coisa, desde a relação entre o aborto e a criminalidade até à relação entre a eficiência dos mercados e o trânsito urbano.

Neste momento estou a ler: Duas ou três graças de Aldous Huxley e Numenklatura, os privilegiados na URSS de Mikhail Voslensky.

Passo a batata quente ao Diógenes de Roterdão e aos blogs: Insinuações, Quintus, Xatoo e apanha-moscas.

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