terça-feira, 29 de maio de 2007

Industria Farmacêutica: Amiga do Cancro?


It sounds almost too good to be true: a cheap and simple drug that kills almost all cancers by switching off their “immortality”. The drug, dichloroacetate (DCA), has already been used for years to treat rare metabolic disorders and so is known to be relatively safe.

Tal como a New Scientist afirma, esta é uma droga milagrosa. Simples. Eficaz. O seu custo de produção é ridiculamente baixo. É uma substância que é utilizada actualmente no combate a uma condição metabólica aguda, a acidose láctica. Sabemos, portanto, que é segura para administração em seres humanos.

É no entanto necessário conduzir testes em seres humanos que padeçam de condição oncológica para comprovar a sua eficácia no combate ás células cancerigenas. Estes testes, em princípio, deveriam ser financiados pela indústria farmacêutica, cujo interesse na produção e venda de tal droga é elevado.

O problema reside no facto de o DCA ser uma substância cuja produção é um processo de baixo custo. A indústria farmacêutica não está interessada em comercializar uma substância de baixo custo, e cujo valor não pode inflacionar. Seria uma solução largamente disponível, ubíqua. E não é isto que interessa a uma indústria farmacêutica sedenta de lucro.

4 comentários:

Diogo disse...

Travar a produção desta substância constituiria um novo holocausto. Mas as grandes multinacionais já nos habituaram a isso.


Não perder na TV Blogo – Putin enfrenta Sócrates. Falamos ainda da imaginação fértil do subsecretário da defesa americano, Douglas Feith.

Carlos Guimarães Pinto disse...

Caríssimo, há uma conta aberta para contribuír para os testes. Simplesmente, não sejas como as farmacêuticas, que só pensam em dinheiro, e contribui. A questão não está nas farmaceuticas. Porque haveriam de ser elas a pagar por um remédio que irá saír quase à borla depois. A questão está em todos nós. Empresas ou individuos.

Rouxinol disse...

Quando a lógica empresarial não é optimizadora, mete-se o Estado ao barulho.
Carlos Guimarães Pinto, muito me apraz a iniciativa desinteressada dos cidadãos no resolução destes problemas. Mas não me parece correcto que os pacientes tenham que depender da caridade alheia (sem pôr em causa a sua virtude).

Diógenes de Roterdão disse...

Caro Carlos,

O problema reside, na prática, no nível de consciência existente no que concerne estas problemáticas. Quantas pessoas estão ao corrente da possibilidade de contribuir para a investigação biomédica e farmacêutica?

Melhor ainda será se considerarmos o porquê de tal estudo não ter sido citado proeminentemente nos media. O cancro é, nos dias de hoje, uma temática de máxima interesse para a sociedade. Quantos selectos milhares estão ao corrente de tais estudos?

E o que dizer da responsabilidade moral de uma empresa/corporação? Podemos falar de responsabilidade moral quando nos referimos a uma empresa/corporação? Deveríamos entregar este tipo de pesquisa ao Estado, pressupondo que é este que deve cuidar dos "seus" cidadãos?

A caridade de um cidadão é algo com a qual, mesmo que exista um nível ideal de consciencialização, não podemos contar com certeza absoluta. Não é sequer permissível que campos de investigação vitais se baseiem em critérios de financiamento incertos.